Revivendo isso aqui, vou tentar escrever um pouco da minha viagem aqui na Asia, baseado em alguns emails que eu tava mandando pra minha familia.
Bangkok
A minha primeira impressao quando eu cheguei em Bangkok foi como o clima me lembrava do Brasil: extremamente quente e umido. Quando peguei o onibus e fui pro lugar onde eu ia passar a noite, dei uma olhada nas ruas, e me lembrei de novo do brasil, mas dessa vez pela pobreza.
O lugar onde eu fui passar a noite eh na regiao da Khao San Road, uma das ruas mais famosas da cidade, e point de mochileiros. O problema eh que virou um lugar absurdamente turistico, e por causa disso tem muito, mas MUITO vendedor por lah. Chega ao ponto de voce nao conseguir andar mais de 5 metros sem ninguem tentar falar com voce pra vender bebida, ou terno, ou bugigangas, ou massagem no peh com peixe, ou carona de tuktuk (o meio de transporte local mais comum, depois eu explico mais sobre ele), ou que quer que seja. A primeira vez que voce anda por lah, o lugar eh interessante, mas eu cansei muito rapido de lah. Com qualquer local com quem vc converse por la, a impressao que se tem eh que eles querem o seu dinheiro de qualquer jeito, uma sensacao muito ruim, e um choque pra quem tava acostumado com a tranquilidade e honestidade da NZ, e foi algo que me incomodou demais. No dia seguinte eu fiz um tour por alguns dos templos e marquei o resto da viagem, pra ja ter uma rota definida, pelo menos ateh eu ir pro camboja. O problema eh que no desespero que eu tava pra sair de lah, eu acabei nao pesquisando direito e paguei mais do que devia em algumas coisas, como acomodacao. Nao que os lugares que eu marquei tenham sido ruins, mas com um pouco de pesquisa dava pra ter pago bem menos.
No ultimo dia por lah, durante a tarde, eu acabei dando sorte e encontrei com um amigo meu da NZ, passei a tarde trocando ideia com ele, peguei algumas dicas de outros lugares pra ir, e fui pra estacao ferroviaria pra esperar pelo trem, antes que comecasse o toque de recolher. CHegando lah esperei algumas horas ateh a hora do trem, apenas pra descobrir que o trem tava atrasado. No fim, eu cheguei na estacao lah pelas 19, e o trem que era pra sair as 22 saiu depois da meia noite.
A viagem era de quase 15 horas, e tinha uma "cama" pra mim, soh pra economizar no dinheiro, eu resolvi pegar no vagao sem ar condicionado. Sabe quando vc sua tanto, mas tanto, que chega num ponto em que simplesmente nao faz mais diferenca? Eu tava assim. A minha sorte era que as camas eram todas beliche, e eu tava na cama de baixo, que tinha uma janela. O meu azar era que nao tinha ninguem na cama de cima, e a traav dela tava quebrada, entao ela ficava virando o tempo todo, e por causa disso eu nao conseguia fechar a cortina e durmi com a luz do vagao direto na minha cara.
Thursday, June 3, 2010
Saturday, October 17, 2009
Queenstown
Cheguei em Queenstown e mal deu tempo de fazer nada. Eu teria que pular de bungy naquela tarde. Corri pro centro de informacoes, e ao inves de marcar o Bungy, eu marquei o Arc, que ao inves de ser queda livre, eh como um balanco, sobre um vale de nao-sei-quantos-metros (cento e la vai cacetada).
Corri pro albergue, deixei as coisas lah, e corri de volta para o lugar onde eu pegaria o onibus pro Arc. Depois de um bom tempinho, chegamos no lugar
havia uma plataforma para quem iria fazer o Arc e uma cabine presa por cabos no meio do vale, para quem iria fazer o bungy. Peguei o equipamento, fui pra plataforma, e como ia ser o primeiro a pular, ja fui dando um jeito de prender a camera no meu pulso, para poder me filmar durante a queda.
Porem, a anta que esta escrevendo teve a manha de, no exato momento em que eu comecei a cair, apertar um botao na camera e parar de filmar. Ou seja, perdi a chance de ter um video mto bom. Mas pelo menos deu pra tirar umas fotos legais quando eu estava balancando. E voces devem ter percebido que para eu estar comentando da camera, e nao do Arc, ele nao deve ter sido mto bom.
E realmente nao foi. Esperava muito mais pelo que eu paguei, nao deu quase nada de adrenalina, e quando terminou eu tava tao desapontado que decidi fazer o bungy tb, pq ele com certeza iria fazer a viagem ateh lah valer a pena.
Conversei com os caras, falei que queria pular tb, e fui em direcao a cabine. Pra chegar lah, tem uma plataforminha, que se move pelos cabos. Se o computador daqui conseguisse ler dvd, eu ateh colocava umas fotos do lugar, mas nao vai rolar.
Enfim, cheguei lah, esperei a minha vez, afinal tinha mais uma duzia de pessoas lah pra pular. Mas eu tava muito tranquilo. No dia anterior, soh de pensar no pulo ja tava me dando medo, mas quando cheogu a hora foi muito facil. Prendi a corda no peh, fui pra beirada, e pulei
Cai... cai... cai... cai mais um pouco, ateh chegar na parte mais baixa... e ai subi, subi, subi. A sensacao eh boa demais, mas tb nao foi tanto quanto imaginava. Talvez por eu ja ter pulado antes, dessa vez eu nao tive a sensacao de "putaquepariueuvoumorrer", e eh isso que da a maior graca do pulo. Mas de qualquer maneira, ainda assim eh bom demais, e recomendo pra todo mundo. Ateh porque este eh o segundo maior bungy do mundo.
Voltei pra casa com sensacao de dever cumprido e fui dar uma caminhada pela cidade, e acabei parando pra olhar o fim do dia na beira do lago. O lugarzinho bonito esse!
Corri pro albergue, deixei as coisas lah, e corri de volta para o lugar onde eu pegaria o onibus pro Arc. Depois de um bom tempinho, chegamos no lugar
havia uma plataforma para quem iria fazer o Arc e uma cabine presa por cabos no meio do vale, para quem iria fazer o bungy. Peguei o equipamento, fui pra plataforma, e como ia ser o primeiro a pular, ja fui dando um jeito de prender a camera no meu pulso, para poder me filmar durante a queda.
Porem, a anta que esta escrevendo teve a manha de, no exato momento em que eu comecei a cair, apertar um botao na camera e parar de filmar. Ou seja, perdi a chance de ter um video mto bom. Mas pelo menos deu pra tirar umas fotos legais quando eu estava balancando. E voces devem ter percebido que para eu estar comentando da camera, e nao do Arc, ele nao deve ter sido mto bom.
E realmente nao foi. Esperava muito mais pelo que eu paguei, nao deu quase nada de adrenalina, e quando terminou eu tava tao desapontado que decidi fazer o bungy tb, pq ele com certeza iria fazer a viagem ateh lah valer a pena.
Conversei com os caras, falei que queria pular tb, e fui em direcao a cabine. Pra chegar lah, tem uma plataforminha, que se move pelos cabos. Se o computador daqui conseguisse ler dvd, eu ateh colocava umas fotos do lugar, mas nao vai rolar.
Enfim, cheguei lah, esperei a minha vez, afinal tinha mais uma duzia de pessoas lah pra pular. Mas eu tava muito tranquilo. No dia anterior, soh de pensar no pulo ja tava me dando medo, mas quando cheogu a hora foi muito facil. Prendi a corda no peh, fui pra beirada, e pulei
Cai... cai... cai... cai mais um pouco, ateh chegar na parte mais baixa... e ai subi, subi, subi. A sensacao eh boa demais, mas tb nao foi tanto quanto imaginava. Talvez por eu ja ter pulado antes, dessa vez eu nao tive a sensacao de "putaquepariueuvoumorrer", e eh isso que da a maior graca do pulo. Mas de qualquer maneira, ainda assim eh bom demais, e recomendo pra todo mundo. Ateh porque este eh o segundo maior bungy do mundo.
Voltei pra casa com sensacao de dever cumprido e fui dar uma caminhada pela cidade, e acabei parando pra olhar o fim do dia na beira do lago. O lugarzinho bonito esse!
Thursday, October 1, 2009
Te Anau
Chegamos em Te Anau! Uma cidade bem pequena (cerca de 3000 habitantes), mas muito amigavel e tranquila. O lago Te Anau, que da nome a cidade, tambem eh lindo, e logo atras dele eh possivel ver as montanhas verdes do Fiordland National Park. Alias, a cidade eh considerada o portao de entrada da Fiordland, e consequentemente de todos os passeios neste parque, incluindo os mais famosos (mas que nenhum de voces provavelmente ouviu falar) cruzeiros por Milford Sound e Doubtful Sound.
Alem disso, a cidade tambem como atracao a caverna de Glowworms, uma especie de mosquito, que durante a fase de larva vive grudada no teto das cavernas, e emite uma luzinha que serve pra atrair outros insetinhos, que acabam virando comida.
Mas chega de informacao turistica, vamos a historia. Quando cheguei em Te Anau, ja era finzinho de tarde, e nao foi possivel fazer muita coisa alem de arranjar um backpacker. No dia seguinte dei uma volta pela cidade, e a tarde fomos conhecer a caverna dos glowworms. Porem como a caverna ficava do outro lado do lago, a visita a caverna incluia um passeio de barco pelo lago e uma passada na entrada de um dos fiordes proximos a cidade. Apesar de o dia nao estar tao bonito, a volta de barco foi bem legal, e deu pra comecar a conhecer a beleza da Fiordland.
Depois de um tempinha, chegamos na entrada da caverna e descemos do barco. Primeiramente eles no deram algumas informacoes sobre o bichinho, e repetiram o que ja haviamos ouvido varias vezes, que nao se pode tirar fotos nem falar alto, senao os worms morrem. Dito tudo isso entramos nas cavernas.
Primeiro andamos um pouco pelas cavernas, que nao eram lah muito impressionantes, ateh chegarmos na parte dos glowworms. Entramos em um barco e o guia foi nos levando por um rio subterraneo, para um lugar totalmente escuro, exceto eh claro pelos glowworms. Foi algo muito bonito, como olhar para um ceu estrelado, e na verdade dava ateh pra ficar procurando umas constelacoes entre os worms (coisa de desocupado, eu sei). Porem nao foi impressionante como eu achei que era, e agora que eu ja conheci alguns lugares onde eu posso ve-los de graca, acho que nao valeu muito a pena ter ido ans cavernas. Mas o que esta feito, ja esta feito.
No dia seguinte resolvemos ir para Milford Sound. Acordamos cedo e pegamos a van. Porem logo de manha, ja tivemos a ma noticia de que o tempo nao seria bom. E realmente nao foi. O dia inteiro ficou nublado, e pegamos um pouco de chuva pelo caminho. Assim, quase nao deu para aproveitar a beleza da Milford Road, que eh considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. Fizemos algumas paradas no caminho para tirar fotos, mas infelizmente nos lugares que eu mais queria tirar foto o motorista nao podia parar por risco serem areas com risco de avalanche.
Depois de muita neve, gelo e montanhas por todos os lados, finalmente chegamos em Milford Sound. Pegamos nosso almoco (que por sinal foi muito melhor do que eu esperava, considerando que foi de graca) e fomos para o barco. O fiorde eh realmente muito bonito, mas gracas ao mau tempo, nao foi nem metade do que aparenta ser nas fotos. O lugar eh como um grande lago, cercado de altas montanhas cobertas de arvores, com neve no topo.
Porem, houve algo muito bom que eu nao esperava, e que se eu falar nem vai parecer grande coisa, mas para mim foi. O barco passou bem a frente de uma cachoeira de quase de 150 metros (acho qeu era Stirling Falls) e ficou parado por um tmepo de modo que o spray de agua e vento da cachoeira viesse nas pessoas que estavam na parte de tras do barco. Louco que sou pelo frio, fui um dos unicos que ficou lah, e a sensacao do vento e agua batendo no rosto foi uma das melhores coisas que haviam me acontecido nos ultimos tempos. Uma sensacao muito dificil de descrever, mas quase tao forte quanto o meu primeiro bungy! Quando o barco saiu de perto da cachoeira, eu percebi que era o unico que tinha restado por lah. Eu devo ser maluco mesmo.
De resto, nos passamos perto de umas focas que estavam a toa, deitadas em algumas pedras, fomos ateh o fim do fiorde e comeco do mar, e depois voltamos. Voltamos para a van, e no caminho de volta paramos em outros lugares, incluindo em uma pequena trilha por uma floresta tropical (sim, a gente saiu do meio do gelo para chegar em uma floreste tropical em menos de uma hora).
Chegamos no backpacker ja no fim da tarde, e como era o nosso ultimo dia na cidade, resolvi dar uma volta na beira do lago para tirar algumas fotos, ja que eu gosto muito pouco disso. No dia seguinte acordamos cedo (ou nem tanto assim) e fomos para a estrada, tentar arranjar carona para Queenstown. Esperamos um pouco, e comecou a ameacar chover. Pra nossa sorte, um casal de sul-africanos ficou com pena de nos esperando enquanto ainda estava chuviscando, e resolveu nos dar carona. No caminho conversamos bastante, e eles contaram algumas coisas sobre a Africa do Sul (alguem sabia que lah existem 11 idiomas oficiais?). E tambem ficaram zoando os americanos ricassos que vao pra lah querendo cacar leoes selvagens, e sao enganados por nativos que pegam um leao velho, doente, de circo e soltam no mato para serem cacados.
Chegamos em Queenstown, o casal nos deixou no centro da cidade, e de lah fomos para o I-Site (centro de informacoes da cidade) descobrir o que poderiamso fazer por lah. E o como este post ja esta grande o suficiente, eu deixo o resto pro proximo
Alem disso, a cidade tambem como atracao a caverna de Glowworms, uma especie de mosquito, que durante a fase de larva vive grudada no teto das cavernas, e emite uma luzinha que serve pra atrair outros insetinhos, que acabam virando comida.
Mas chega de informacao turistica, vamos a historia. Quando cheguei em Te Anau, ja era finzinho de tarde, e nao foi possivel fazer muita coisa alem de arranjar um backpacker. No dia seguinte dei uma volta pela cidade, e a tarde fomos conhecer a caverna dos glowworms. Porem como a caverna ficava do outro lado do lago, a visita a caverna incluia um passeio de barco pelo lago e uma passada na entrada de um dos fiordes proximos a cidade. Apesar de o dia nao estar tao bonito, a volta de barco foi bem legal, e deu pra comecar a conhecer a beleza da Fiordland.
Depois de um tempinha, chegamos na entrada da caverna e descemos do barco. Primeiramente eles no deram algumas informacoes sobre o bichinho, e repetiram o que ja haviamos ouvido varias vezes, que nao se pode tirar fotos nem falar alto, senao os worms morrem. Dito tudo isso entramos nas cavernas.
Primeiro andamos um pouco pelas cavernas, que nao eram lah muito impressionantes, ateh chegarmos na parte dos glowworms. Entramos em um barco e o guia foi nos levando por um rio subterraneo, para um lugar totalmente escuro, exceto eh claro pelos glowworms. Foi algo muito bonito, como olhar para um ceu estrelado, e na verdade dava ateh pra ficar procurando umas constelacoes entre os worms (coisa de desocupado, eu sei). Porem nao foi impressionante como eu achei que era, e agora que eu ja conheci alguns lugares onde eu posso ve-los de graca, acho que nao valeu muito a pena ter ido ans cavernas. Mas o que esta feito, ja esta feito.
No dia seguinte resolvemos ir para Milford Sound. Acordamos cedo e pegamos a van. Porem logo de manha, ja tivemos a ma noticia de que o tempo nao seria bom. E realmente nao foi. O dia inteiro ficou nublado, e pegamos um pouco de chuva pelo caminho. Assim, quase nao deu para aproveitar a beleza da Milford Road, que eh considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. Fizemos algumas paradas no caminho para tirar fotos, mas infelizmente nos lugares que eu mais queria tirar foto o motorista nao podia parar por risco serem areas com risco de avalanche.
Depois de muita neve, gelo e montanhas por todos os lados, finalmente chegamos em Milford Sound. Pegamos nosso almoco (que por sinal foi muito melhor do que eu esperava, considerando que foi de graca) e fomos para o barco. O fiorde eh realmente muito bonito, mas gracas ao mau tempo, nao foi nem metade do que aparenta ser nas fotos. O lugar eh como um grande lago, cercado de altas montanhas cobertas de arvores, com neve no topo.
Porem, houve algo muito bom que eu nao esperava, e que se eu falar nem vai parecer grande coisa, mas para mim foi. O barco passou bem a frente de uma cachoeira de quase de 150 metros (acho qeu era Stirling Falls) e ficou parado por um tmepo de modo que o spray de agua e vento da cachoeira viesse nas pessoas que estavam na parte de tras do barco. Louco que sou pelo frio, fui um dos unicos que ficou lah, e a sensacao do vento e agua batendo no rosto foi uma das melhores coisas que haviam me acontecido nos ultimos tempos. Uma sensacao muito dificil de descrever, mas quase tao forte quanto o meu primeiro bungy! Quando o barco saiu de perto da cachoeira, eu percebi que era o unico que tinha restado por lah. Eu devo ser maluco mesmo.
De resto, nos passamos perto de umas focas que estavam a toa, deitadas em algumas pedras, fomos ateh o fim do fiorde e comeco do mar, e depois voltamos. Voltamos para a van, e no caminho de volta paramos em outros lugares, incluindo em uma pequena trilha por uma floresta tropical (sim, a gente saiu do meio do gelo para chegar em uma floreste tropical em menos de uma hora).
Chegamos no backpacker ja no fim da tarde, e como era o nosso ultimo dia na cidade, resolvi dar uma volta na beira do lago para tirar algumas fotos, ja que eu gosto muito pouco disso. No dia seguinte acordamos cedo (ou nem tanto assim) e fomos para a estrada, tentar arranjar carona para Queenstown. Esperamos um pouco, e comecou a ameacar chover. Pra nossa sorte, um casal de sul-africanos ficou com pena de nos esperando enquanto ainda estava chuviscando, e resolveu nos dar carona. No caminho conversamos bastante, e eles contaram algumas coisas sobre a Africa do Sul (alguem sabia que lah existem 11 idiomas oficiais?). E tambem ficaram zoando os americanos ricassos que vao pra lah querendo cacar leoes selvagens, e sao enganados por nativos que pegam um leao velho, doente, de circo e soltam no mato para serem cacados.
Chegamos em Queenstown, o casal nos deixou no centro da cidade, e de lah fomos para o I-Site (centro de informacoes da cidade) descobrir o que poderiamso fazer por lah. E o como este post ja esta grande o suficiente, eu deixo o resto pro proximo
Saturday, September 26, 2009
Caronas
Chegaram os textos ja escritos, mais cedo do que eu esperava. Vai ai mais um pouco da minha viagem
Caronas
Como planejado, conseguimos pegar uma carona ateh Dunedin, e de lah seguiriamos para Te Anau. Mas a rota acabou sendo outra. Conseguimos carona com um kiwi que tava inndo pra Invercargil,mais ao sul, e a principioiriamos pegar carona com ele ateh uma cidade no meio do caminho e de lah tentariamos outra carona pra Te Anau. Porem ele disse que estava com o dia livre, e se ofereceu para nos levar por uma estrada mais bonita e mais longa ateh Invercargil, o nos aceitamos, pois achamos que iria valer a pena. No fim a viagem nem foi tao bonita assim, pois para ir noslugares mais bonitos era necessario pegar algumas trilhas. Na verdade, soh houveram algumas coisas interessantes, como uma arvore totalmente inclinada pelo vento, uma praia legal, e eu e o kiwi rindo do ronco da Lari.
Quando estavamos quase chegando em Invercargil, o kiwi disse que se a gente nao encontrasse nenhuma carona, a gente podia dormir na casa dele. Por fim acabamos resolvendo ficar por lah mesmo e conhecer um pouco mais da cidade. O unico problema eh que depois que fomos pra casa dele, percebemos que eleera meio estranho. A casa era meio baguncada, com um monte de coisas jogadas pelos cantos, umas caixas estranhas, e o cara praticamente nao conversava com a gente. Ah sim, e ele foi dormir as 7 da noite. Pelo menos ele tinha um cachorro que tava bem cuidado, o que nos deixou um pouco mais tranquilos.
No dia seguinte acordamos cedinho, saimos de lah, alugamos uma bicicleta e fomos pra uma praia proxima da cidade. Quer dizer, no mapa parecia proxima, mas foi quase 1 hora pedalando ateh chegar lah. E foi ai que eu percebi como eu ainda to fora de forma. Mas tudo bem, chegamos lah vivos, enrolamos um pouco e voltamos. Depois ainda demos uma passada no parque principal da cidade, onde eu descobri que sim, existem wallabies na nz! Um wallabie eh um marsupial, quase igual um canguru, mas um pouco menor. Eles foram introduzidos aqui pelos australianos, e acabaram virando especie invasora. Depois de vermais uns animais perdidos, decidimos que ja era hora de ir embora, e entao comecou entao a maratona de caronas a caminho de Te Anau.
Eu sabia que o melhor lugar pra pegar carona era no comeco da estrada. Mas nao eh mto confortavel andar alguns kilometros com 20 kilos nas costas e mais alguns na frente. Principalmente pra Brotinho, com todo o seu tamanho. Pra nossa sorte, depois deuns 15minutos esperando conseguimos uma carona de um kiwi ateh a estrada. De lah, apos mais uns 10 minutos conseguimos uma carona pra Winton, uma cidadezinha no caminho, dentro de uma kombi, junto com um casal de velhinhos, um albino e um cao pastor. Depois ainda pegamos carona com um velhinho meio mal encarado, mas que acabou conversando bastante, e nos deixou em outra cidade. Por fim, conseguimos carona com uma mulher de Te Anau que estava voltando de uma pescaria. Procuramos logo um camping e para la fomos. E o resto de Te Anau fica pro proximo post.
Caronas
Como planejado, conseguimos pegar uma carona ateh Dunedin, e de lah seguiriamos para Te Anau. Mas a rota acabou sendo outra. Conseguimos carona com um kiwi que tava inndo pra Invercargil,mais ao sul, e a principioiriamos pegar carona com ele ateh uma cidade no meio do caminho e de lah tentariamos outra carona pra Te Anau. Porem ele disse que estava com o dia livre, e se ofereceu para nos levar por uma estrada mais bonita e mais longa ateh Invercargil, o nos aceitamos, pois achamos que iria valer a pena. No fim a viagem nem foi tao bonita assim, pois para ir noslugares mais bonitos era necessario pegar algumas trilhas. Na verdade, soh houveram algumas coisas interessantes, como uma arvore totalmente inclinada pelo vento, uma praia legal, e eu e o kiwi rindo do ronco da Lari.
Quando estavamos quase chegando em Invercargil, o kiwi disse que se a gente nao encontrasse nenhuma carona, a gente podia dormir na casa dele. Por fim acabamos resolvendo ficar por lah mesmo e conhecer um pouco mais da cidade. O unico problema eh que depois que fomos pra casa dele, percebemos que eleera meio estranho. A casa era meio baguncada, com um monte de coisas jogadas pelos cantos, umas caixas estranhas, e o cara praticamente nao conversava com a gente. Ah sim, e ele foi dormir as 7 da noite. Pelo menos ele tinha um cachorro que tava bem cuidado, o que nos deixou um pouco mais tranquilos.
No dia seguinte acordamos cedinho, saimos de lah, alugamos uma bicicleta e fomos pra uma praia proxima da cidade. Quer dizer, no mapa parecia proxima, mas foi quase 1 hora pedalando ateh chegar lah. E foi ai que eu percebi como eu ainda to fora de forma. Mas tudo bem, chegamos lah vivos, enrolamos um pouco e voltamos. Depois ainda demos uma passada no parque principal da cidade, onde eu descobri que sim, existem wallabies na nz! Um wallabie eh um marsupial, quase igual um canguru, mas um pouco menor. Eles foram introduzidos aqui pelos australianos, e acabaram virando especie invasora. Depois de vermais uns animais perdidos, decidimos que ja era hora de ir embora, e entao comecou entao a maratona de caronas a caminho de Te Anau.
Eu sabia que o melhor lugar pra pegar carona era no comeco da estrada. Mas nao eh mto confortavel andar alguns kilometros com 20 kilos nas costas e mais alguns na frente. Principalmente pra Brotinho, com todo o seu tamanho. Pra nossa sorte, depois deuns 15minutos esperando conseguimos uma carona de um kiwi ateh a estrada. De lah, apos mais uns 10 minutos conseguimos uma carona pra Winton, uma cidadezinha no caminho, dentro de uma kombi, junto com um casal de velhinhos, um albino e um cao pastor. Depois ainda pegamos carona com um velhinho meio mal encarado, mas que acabou conversando bastante, e nos deixou em outra cidade. Por fim, conseguimos carona com uma mulher de Te Anau que estava voltando de uma pescaria. Procuramos logo um camping e para la fomos. E o resto de Te Anau fica pro proximo post.
Imprevistos
To aqui em Franz Josef, amanha vou andar pela geleira. Hoje foi um dia bem confuso, e por conta de alguns imprevistos, perdi a minha companheira de viagem, que precisou voltar urgentemente pra Auckland pra resolver um problema com o visto dela pra Australia. Entre outras coisas, eu acabei perdendo os post's que ja estavam escritos e salvos no pc dela. Mas logo ela me manda no email e eu posto eles aqui.
Thursday, September 24, 2009
E comeca a viagem
Devido a falta de uma internet que preste, nao deu pra postar nesses ultimos dias, entao to com um monte de textos atrasados
16/09
Quarta feira, finalmente a Larissa chegou, e pudemos comecar a viajar. Resolvemos comecar indo acampar na Peninsula de Otago (bem proximo a Dunedin), para ja economizar dinheiro pras coisasque valessem a pena. Demos uma volta por Dunedin e depois pegamos o onibus para a area de camping. A ideia original era montar acampamento e ir dar uma volta pelas atracoes do lugar, porem como nos demoramos pra sair de Dunedin, acabamos chegando muito tarde. Chegamos na area de camping e descobrimos que a gente ia gastar 13 conto cada um soh para poder acampar no lugar (que alem de tudo ainda eh bem zuadinho). No fim, soh deu tempo de fazer uma caminhadinha perto do camping, que tambem soh foi legal porque a Lari teve a manha de cair sozinha na trilha. Voltamos pro acampamento e ficamos vendo Hilda Furacao (sim, Hilda Furacao, direto do fundo do bau!) ateh o sono bater.
Segundo dia de viagem, acordamos cedo… ou na verdade nem tanto, pq nenhum dos dois conseguiu dormir direito por falta de costume com barraca. Decidimos pegar uma trilha e ir visitar o castelo de Larnach, o unico castelo da Nova Zelandia. A trilha demorava em torno de meia hora, a gente ia, voltava e dava tempo de pegar carona de volta pra Dunedin. Mas estando eu no meio, eh claro que nao iria dar tudo certo. Pra comecar, pegamos a estrada errada, e o caminho que deveria demorar 1 hora demorou 2, tudo porque ninguem quis dar carona pra gente no caminho. Alias, nos ateh conseguimos uma carona, quando ja estavamos a menos de 5 minutos do castelo. Muuuuuito util.
Enfim, chegamos no castelo, pra ter a segunda boa noticia do dia: tinha que pagar soh pra olhar o castelo. Em nenhum folheto que eu li tava escrito isso! Resultado, estavamos os dois sem dinheiro e tivemos que virar e voltar. Pra ajudar, ainda descobrimos que o caminho que a mulher do camping tinha recomendado pra gente nao existia, e fomos dar uma volta pelo outro lado. Por sorte houveram duas almas caridosas no caminho, e nos acabamos pegando carona em algumas partes do caminho, o que cortou uma hora de caminhada na volta. Acabou que a gente ultrapassou o tempo do camping e tivemos que pagar mais uma diaria nessa droga de lugar. Resumindo tudo, hoje a gente se ferrou, e o ponto alto do dia foi comer uma barrinha de chocolate na janta. Uhuuuul.
Agora sao 8 da noite, to indo dormir, e amanha de manha a gente comeca a tentar pegar carona para Te Anau, com sorte a gente chega lah.
PS: pra completar o dia, uma irlandesa que ta aqui quase roubou minha sobremesa (um kiwi) por engano. A sorte tem que mudar!
16/09
Quarta feira, finalmente a Larissa chegou, e pudemos comecar a viajar. Resolvemos comecar indo acampar na Peninsula de Otago (bem proximo a Dunedin), para ja economizar dinheiro pras coisasque valessem a pena. Demos uma volta por Dunedin e depois pegamos o onibus para a area de camping. A ideia original era montar acampamento e ir dar uma volta pelas atracoes do lugar, porem como nos demoramos pra sair de Dunedin, acabamos chegando muito tarde. Chegamos na area de camping e descobrimos que a gente ia gastar 13 conto cada um soh para poder acampar no lugar (que alem de tudo ainda eh bem zuadinho). No fim, soh deu tempo de fazer uma caminhadinha perto do camping, que tambem soh foi legal porque a Lari teve a manha de cair sozinha na trilha. Voltamos pro acampamento e ficamos vendo Hilda Furacao (sim, Hilda Furacao, direto do fundo do bau!) ateh o sono bater.
Segundo dia de viagem, acordamos cedo… ou na verdade nem tanto, pq nenhum dos dois conseguiu dormir direito por falta de costume com barraca. Decidimos pegar uma trilha e ir visitar o castelo de Larnach, o unico castelo da Nova Zelandia. A trilha demorava em torno de meia hora, a gente ia, voltava e dava tempo de pegar carona de volta pra Dunedin. Mas estando eu no meio, eh claro que nao iria dar tudo certo. Pra comecar, pegamos a estrada errada, e o caminho que deveria demorar 1 hora demorou 2, tudo porque ninguem quis dar carona pra gente no caminho. Alias, nos ateh conseguimos uma carona, quando ja estavamos a menos de 5 minutos do castelo. Muuuuuito util.
Enfim, chegamos no castelo, pra ter a segunda boa noticia do dia: tinha que pagar soh pra olhar o castelo. Em nenhum folheto que eu li tava escrito isso! Resultado, estavamos os dois sem dinheiro e tivemos que virar e voltar. Pra ajudar, ainda descobrimos que o caminho que a mulher do camping tinha recomendado pra gente nao existia, e fomos dar uma volta pelo outro lado. Por sorte houveram duas almas caridosas no caminho, e nos acabamos pegando carona em algumas partes do caminho, o que cortou uma hora de caminhada na volta. Acabou que a gente ultrapassou o tempo do camping e tivemos que pagar mais uma diaria nessa droga de lugar. Resumindo tudo, hoje a gente se ferrou, e o ponto alto do dia foi comer uma barrinha de chocolate na janta. Uhuuuul.
Agora sao 8 da noite, to indo dormir, e amanha de manha a gente comeca a tentar pegar carona para Te Anau, com sorte a gente chega lah.
PS: pra completar o dia, uma irlandesa que ta aqui quase roubou minha sobremesa (um kiwi) por engano. A sorte tem que mudar!
Monday, September 21, 2009
To vivo
To postando aqui soh pra avisar que estou vivo. Esses ultimos dias foram bem corridos, e nem deu tempo de entrar em internet nenhuma. Mas ja estou com alguns posts prontos, e quando der eu falo da viagem
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