Chegamos em Te Anau! Uma cidade bem pequena (cerca de 3000 habitantes), mas muito amigavel e tranquila. O lago Te Anau, que da nome a cidade, tambem eh lindo, e logo atras dele eh possivel ver as montanhas verdes do Fiordland National Park. Alias, a cidade eh considerada o portao de entrada da Fiordland, e consequentemente de todos os passeios neste parque, incluindo os mais famosos (mas que nenhum de voces provavelmente ouviu falar) cruzeiros por Milford Sound e Doubtful Sound.
Alem disso, a cidade tambem como atracao a caverna de Glowworms, uma especie de mosquito, que durante a fase de larva vive grudada no teto das cavernas, e emite uma luzinha que serve pra atrair outros insetinhos, que acabam virando comida.
Mas chega de informacao turistica, vamos a historia. Quando cheguei em Te Anau, ja era finzinho de tarde, e nao foi possivel fazer muita coisa alem de arranjar um backpacker. No dia seguinte dei uma volta pela cidade, e a tarde fomos conhecer a caverna dos glowworms. Porem como a caverna ficava do outro lado do lago, a visita a caverna incluia um passeio de barco pelo lago e uma passada na entrada de um dos fiordes proximos a cidade. Apesar de o dia nao estar tao bonito, a volta de barco foi bem legal, e deu pra comecar a conhecer a beleza da Fiordland.
Depois de um tempinha, chegamos na entrada da caverna e descemos do barco. Primeiramente eles no deram algumas informacoes sobre o bichinho, e repetiram o que ja haviamos ouvido varias vezes, que nao se pode tirar fotos nem falar alto, senao os worms morrem. Dito tudo isso entramos nas cavernas.
Primeiro andamos um pouco pelas cavernas, que nao eram lah muito impressionantes, ateh chegarmos na parte dos glowworms. Entramos em um barco e o guia foi nos levando por um rio subterraneo, para um lugar totalmente escuro, exceto eh claro pelos glowworms. Foi algo muito bonito, como olhar para um ceu estrelado, e na verdade dava ateh pra ficar procurando umas constelacoes entre os worms (coisa de desocupado, eu sei). Porem nao foi impressionante como eu achei que era, e agora que eu ja conheci alguns lugares onde eu posso ve-los de graca, acho que nao valeu muito a pena ter ido ans cavernas. Mas o que esta feito, ja esta feito.
No dia seguinte resolvemos ir para Milford Sound. Acordamos cedo e pegamos a van. Porem logo de manha, ja tivemos a ma noticia de que o tempo nao seria bom. E realmente nao foi. O dia inteiro ficou nublado, e pegamos um pouco de chuva pelo caminho. Assim, quase nao deu para aproveitar a beleza da Milford Road, que eh considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. Fizemos algumas paradas no caminho para tirar fotos, mas infelizmente nos lugares que eu mais queria tirar foto o motorista nao podia parar por risco serem areas com risco de avalanche.
Depois de muita neve, gelo e montanhas por todos os lados, finalmente chegamos em Milford Sound. Pegamos nosso almoco (que por sinal foi muito melhor do que eu esperava, considerando que foi de graca) e fomos para o barco. O fiorde eh realmente muito bonito, mas gracas ao mau tempo, nao foi nem metade do que aparenta ser nas fotos. O lugar eh como um grande lago, cercado de altas montanhas cobertas de arvores, com neve no topo.
Porem, houve algo muito bom que eu nao esperava, e que se eu falar nem vai parecer grande coisa, mas para mim foi. O barco passou bem a frente de uma cachoeira de quase de 150 metros (acho qeu era Stirling Falls) e ficou parado por um tmepo de modo que o spray de agua e vento da cachoeira viesse nas pessoas que estavam na parte de tras do barco. Louco que sou pelo frio, fui um dos unicos que ficou lah, e a sensacao do vento e agua batendo no rosto foi uma das melhores coisas que haviam me acontecido nos ultimos tempos. Uma sensacao muito dificil de descrever, mas quase tao forte quanto o meu primeiro bungy! Quando o barco saiu de perto da cachoeira, eu percebi que era o unico que tinha restado por lah. Eu devo ser maluco mesmo.
De resto, nos passamos perto de umas focas que estavam a toa, deitadas em algumas pedras, fomos ateh o fim do fiorde e comeco do mar, e depois voltamos. Voltamos para a van, e no caminho de volta paramos em outros lugares, incluindo em uma pequena trilha por uma floresta tropical (sim, a gente saiu do meio do gelo para chegar em uma floreste tropical em menos de uma hora).
Chegamos no backpacker ja no fim da tarde, e como era o nosso ultimo dia na cidade, resolvi dar uma volta na beira do lago para tirar algumas fotos, ja que eu gosto muito pouco disso. No dia seguinte acordamos cedo (ou nem tanto assim) e fomos para a estrada, tentar arranjar carona para Queenstown. Esperamos um pouco, e comecou a ameacar chover. Pra nossa sorte, um casal de sul-africanos ficou com pena de nos esperando enquanto ainda estava chuviscando, e resolveu nos dar carona. No caminho conversamos bastante, e eles contaram algumas coisas sobre a Africa do Sul (alguem sabia que lah existem 11 idiomas oficiais?). E tambem ficaram zoando os americanos ricassos que vao pra lah querendo cacar leoes selvagens, e sao enganados por nativos que pegam um leao velho, doente, de circo e soltam no mato para serem cacados.
Chegamos em Queenstown, o casal nos deixou no centro da cidade, e de lah fomos para o I-Site (centro de informacoes da cidade) descobrir o que poderiamso fazer por lah. E o como este post ja esta grande o suficiente, eu deixo o resto pro proximo
Thursday, October 1, 2009
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Eu já ouvi falar de Milford sounds! haha, Invejinha de vc, mas uma invejinha boa e inofensiva! =)
ReplyDeleteE parabens de novo! bjoo